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. 12/02/2018 - Professor dá dicas para evitar ataques cibernéticos

Saiba como se proteger dos crimes cibernéticos seguindo as sugestões do especialista. 

 

Um relatório recentemente divulgado pela empresa de segurança digital Norton Cyber Security Insights Report 2017 apresentou dados sobre crimes digitais no Brasil e no mundo.

 

Assim como vinha ocorrendo nos anos anteriores, o País está próximo do topo do ranking.

 

Foram registrados mais 60 milhões de brasileiros atacados, o equivalente a 60% dos conectados.

 

Para o coordenador do MBA em Marketing Digital da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Miceli, há duas motivações para que esses crimes aconteçam. 

 

“São os desejos de benefícios financeiros ou de manipular informações publicadas em meios digitais”, conta.

 

Segundo ele, os tipos mais comuns desses ataques são as violações de dados, spywares.

 

Tratam-se de programas instalados para que os criminosos acessem informações pessoais nas máquinas invadidas, além das famosas técnicas de engenharia social.

 

Como evitar esses crimes cibernéticos?

 

Ainda segundo o especialista, ambientes praticamente idênticos aos das instituições financeiras reais são criados para que as vítimas coloquem seus dados.

 

Dessa forma, passam para os bandidos todo o necessário para que transações ou acessos não autorizados sejam realizados.

 

“Ao avaliar o comportamento do brasileiro na internet é possível perceber algumas práticas bastante arriscadas, como compartilhar senhas com outras pessoas”, explica.

 

Ele também indica nesses erros a utilização da mesma chave de acesso em sites diversos e o acesso em redes públicas frequentemente.

 

Para se proteger, além de mudar esses comportamentos de risco, vale usar senhas fortes e mudá-las frequentemente.

 

“Manter o antivírus atualizado, além de nunca abrir mensagens de desconhecidos ou instalar programas sem que se conheça o fabricante são primordiais”, sugere.

 

WhatsApp:

 

O professor da FGV alerta que a ferramenta se tornou uma das preferidas pelos hackers para aplicar golpes cibernéticos no Brasil.

 

Miceli ressalta que os cybercriminosos estão aprimorando suas estratégias por meio de engenharia social.

 

Segundo ele, os hackers estão investindo contra indivíduos por meio de uma rápida e maciça disseminação de links maliciosos em vez de produzir malwares.

 

Além de mais complexos de serem criados, eles têm menos potencial de viralização.

 

“Tenha em mente que empresas não oferecem cupons de desconto dessa forma (não importa o valor) e nunca pediriam que você faça download de algo só para isso. Caso a oferta pareça bem real, faça uma busca rápida na internet, já que o fato seria obviamente bem noticiado e divulgado”.

 

Caso tenha clicado no link, ele lhe direcionará para uma página muito parecida com o site que você conhece. Compare com o original e não registre nada nele.

 

Inteligência Artificial:

 

André assegura que para ajudar no processo de combate ao crime no espaço virtual, as empresas têm usado práticas de inteligência artificial.

 

A utilização desse recurso para prevenção de fraudes não é exatamente um conceito novo, de acordo com o professor da FGV, mas tem ganhado bastante em sofisticação e precisão.

 

“Ao rastrear as características de uso do cartão de crédito e do acesso aos dispositivos eletrônicos, os especialistas geram dados de maneira que os computadores possam aprender e prever a maneira através da qual espera-se que um determinado usuário se comporte”, observa.

 

Então, esses algoritmos passam a ajudar a detectar padrões fraudulentos em transações e evitar fraudes de cartões, por exemplo.

 

Miceli relata que se por um lado vemos uma grande discussão sobre todo o estrago que a inteligência artificial pode causar no mercado de trabalho, do outro, muito em breve, teremos nela um forte aliado em nossa segurança.

 

Para ver na integra a matéria, acesse http://emdestaqueonline.com.br/professor-da-dicas-para-evitar-ataques-ciberneticos/